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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Trekking Cachoeira das Ostras - Distrito Casa Branca

Caros amigos (as),

Gostaria de dividir com vocês uma boa experiência que tivemos no trekking Cachoeira das Ostras  no distrito de Casa Branca.

Saindo de BH, pegamos a BR 040 sentido Rio de Janeiro até o Posto Chefão, logo antes do posto já se pode ver  uma placa indicando entrada para o Distrito Casa Branca a direita. Chegando no posto você irá virar a direita na primeira rua após o mesmo e seguir até a "Rua 1" pegando depois a avenida Montreal seguindo nela até a entrada de Casa Branca. É bem fácil localizar o distrito, basta seguir as placas.

Chegando no distrito nós estacionamos o carro na praça principal, perto de alguns bares, restaurantes e pousadas e seguimos a primeira entrada a esquerda da praça já a pé em busca da trilha. Qualquer pessoa pode informar o caminho para encontrar a trilha, só que é aconselhável a contratação de um guia pois a trilha é bem difícil de ser seguida sem erros até a cachoeira.

Seguindo essa rua Alameda Canela de Ema ela termina antes da entrada de um condomínio fechado onde ela encontra seu término viramos a esquerda e seguimos a estrada que logo se transforma em estrada de chão começando a aventura, depois de passar por um bar chamado sol e lua e uma oficina de reparo de veículos.


A partir deste momento o contato com a natureza já é abundante, podendo ser vistas diversas plantas do cerrado, topografia de morros, fauna e flora típicas da região mineira.

Vale frisar que o sol é muito intenso, pois não tem sombreamento de árvores sendo ideal que a trilha seja feita o mais longe possível de meio dia e sempre com protetor solar e equipamento adequado.

Depois de seguir essa estrada de terra ela a cada passo se tornou mais estreita, até que no pé do morro ela se duplifica, devendo ser seguida para a esquerda, onde ela continua subindo morro acima. Nós nos perdemos andamos muito para o outro lado no meio do mato até descobrirmos que estávamos errados graças a dois trilheiros que encontramos também perdidos João e Matheus, eles estavam acompanhados por seu cachorrinho Scoob que já estava exausto e teve que ser carregado.


Os três se juntaram a nossa turma e voltamos todo o caminho que erramos até o pé do morro
A subida morro acima é complicada, sendo muito pesada e irregular, em alguns pontos é necessário a ajuda das mãos. O Scoob foi carregado praticamente todo percurso.
Chegando no topo do morro achamos mais algumas pessoas perdidas e um casal que nos informou que deveria agora descer o morro através das pedras.

A partir dali já dava para notar a presença da água.

A descida é extremamente forte e perigosa, devendo ser feita com bota ou calçado adequado e com bastante cautela. O scoob novamente continuou no colo e tivemos um pouco de problema para transportá-lo junto com a água e as mochilas.




Depois dessa forte descida já ouvimos o barulho da cachoeira e logo a frente nos deparamos com a maravilhosa queda d´água.


As águas são claras, límpidas e extremamente frias, depois de toda caminhada exaustiva ainda tivemos dificuldade para entrar e suportar a temperatura.









As pedras são curves e tem um aspecto muito singular, sendo o paredão do fundo ligeiramente marrom em contraste com o fundo dos poços que é verde cor esmeralda.








Subindo um pouco contra a corrente pelas pedras se encontra um poço lindo, bom para repouso e banho, fundo de águas límpidas com uma bela queda de água e a possibilidade salto para os mais aventureiros, pela sua fundura e uma pedra que por si só já aduz a idéia de um trampolim.

O local é muito bonito e sem dúvida apesar de pesada a caminhada se torna extremamente gratificante!

 






Na volta a decida íngreme se torna uma árdua subida que em alguns pontos é praticamente uma escalada, mas chegando de novo no topo do morro tivemos a vista de o início de um por do sol dourado e brilhante, onde o sol reluzia nas folhas do cerrado, criando uma sensação de vertigem em meio o emaranho de tons de laranja em degradé com o verde da flora.









* Distância da trilha: Nível médio
* Localização da cachoeira: Nível difícil
* Topografia: Nível regular / difícil


                                                         Raphael Andrade


"Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida."
Sócrates

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Trekking Trilha dos Escravos - Serra do Cipó - MG

Caros amigos (as),



Gostaria de dividir com vocês a boa experiência que tivemos no treking que realizamos na trilha dos escravos (Serra do Cipó- MG) neste sábado (09 de junho de 2014).
Localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira, a Trilha dos Escravos é um atrativo que leva ao topo da Cachoeira Véu da Noiva e sua respectiva nascente, denominada de Mãe D'água. Sua construção, como o próprio nome diz, foi feita pelos escravos para auxiliar o transporte das riquezas minerais adquiridas na Serra do Espinhaço durante o ciclo do ouro e diamante do século XVIII. 


A Trilha tem aproximadamente 4 metros de largura e 1.200 metros de comprimento. O caminho é íngreme, com pedras unidas e cercada por uma vegetação de cerrado, de onde se tem uma vista do Morro da Pedreira e da região de Cardeal Mota.
Saindo de BH e percore-se cerca de 114 km até a Serra do Cipó, passando pela linha Verde e Lagoa Santa.

Chegando a cidade, qualquer pessoa pode informar a localização da trilha, pois é muito conhecida.


Logo no início do percurso já se pode perceber o quão seria ingrime a travessia e que vista linda nos reservaria o fim dela.




Após o fim da trilha dos escravos, depois de cerca de 1200 metros de subida, começa uma trilha de areia no alto do morro, plana, com uma vista muito bonita e diversas flores.



Ao fim dela, cerca de 400 metros encontra-se a Mãe D'água, a nascente, que forma três poços de águas cristalinas e desemboca na cachoeira do véu da noiva.



Quem quiser pode se arriscar e continuar a trilha descendo a nascente pelas pedras, mas o caminho é perigoso e escorregadio.




Não aconselho quem não saiba nadar bem o fazer, pois no final tem um poço que só é possível atravessar nadando, fora que algumas partes requer bastante mestria em escalar as pedras, um escorregão pode resultar numa queda dentro da água.

O primeiro poço é o melhor para relaxar, pois é raso e tem pedras que proporciona que você possa deixar seus pertences perto, comer algo, se hidratar ou fazer um piquenique bem nas margens das cristalinas águas da nascente.


O terceiro poço é o melhor para nadar, pois ele é fundo e possui uma pedra que pode ser usada para mergulhos e saltos.



Sem dúvidas, a parte mais empolgante é a vista da cachoeira do véu da noiva por cima.











Apesar de geladas, as águas da nascente são límpidas e refrescantes, é difícil resistir a um banho refrescante e a um bom gole de água direto da fonte, sem conta ao belíssimo visual, pois pelo chão ser rochoso é possível enxergar o fundo dos poços.




 

Sem dúvidas, essa trilha vale muito a pena e pode ser feita por iniciantes! Vá também desfrutar dessa empolgante aventura.

 Raphael Andrade


"Uma paisagem qualquer é um estado de alma." Henri Amiel